E eis que dois anos depois eu me faço meu delator. Simples e direto, com uma crônica no bolso; a prova inegável de que é possível cometer crime contra si.
Em uma de minhas tentativas de organizar o caos particular de meu quarto, acabei encontrando mais bagunça e no meio disso um texto. Uma viajem pessoal de um intelecto em conflito entre o financeiro e o erudito, entre os livros e o dinheiro, entre as aparências e o imperceptível.
Comprar livros sempre foi uma compulsão, sou daqueles que compra mais livros do que consegue ler; daí que numa época em que o dinheiro ou a falta dele me complicava a vida: O bolso é raso, a consciência é fraca. Os músculos desfalecem rapidamente com o peso da literatura alemã. No Ipad, no money; mas muito peso pra musculação ou muito papel pra reciclar. Me envergonho por pensar assim, sem querer me justificar, mas temo não saber como me conectar/processar com o investimento que fiz (26/07/2011).
O quem um homem escreve é o que ele deixa de si para o mundo e o que ele lê é o que carrega do mundo consigo. Espalhe-se por aí e carregue o que puder, você pode se surpreender com o que a sua história tem pra contar.





